O dia chegou e tive que ir embora

Finalmente chegou o dia. Depois de uma festa de arromba, almoço com a família, abraços dos amigos e muitas lágrimas, saímos em caravana para o aeroporto.

A espera pela hora do embarque foi angustiante. Sentimentos se misturavam: ao mesmo tempo em que eu queria "resolver isso logo", eu queria ficar mais um pouquinho.

Entramos na sala de embarque. A Dani muito firme, pelo menos aparentemente. Eu, chorando de nervoso, insegurança, saudade prematura, apreensão, desespero, dúvida e medo, muito medo!! Tudo isso, junto com um nó na garganta sufocante e aquele sentimento de "não estou acreditando que vamos fazer isso"!

Porém uma certeza me acalmou um pouco: a coisa certa tem que ser feita. Não importa a dor, o medo, a dúvida. Ela tem que ser feita, é ela que nos faz crescer. Enchi o peito e continuei. Pensei, "estúpidos são aqueles que esperam que a vida lhes dê uma topada para dar um passo a frente".

Na sala de embarque as coisas foram um pouco melhores emocionalmente. O pior já havia passado.

O vôo foi complicado, parecia que "conspirava o universo contra" [Soneca, 2009] ou que Belo Horizonte não queria que fôssemos embora. Ficamos 2hs dentro do avião esperando que uma pane elétrica fosse resolvida. Na decolagem, muita tensão... claro.

Na imigração em Miami, um atendente lerdo, alguns minutos na sala que eles chamam de "secondary" (Não, Davi, não teve "dedinho". Isso só acontece com você.) e um novo destino: aeroporto Laguardia, não JFK. Perdemos nossa reserva de carro e tivemos que desembolsar US$100 a mais do que o esperado para completar nossa jornada de taxi. Pelo menos chegamos antes das 20hs e conseguimos conversar com o cara da imobiliária.



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Minha primeira impressão é que teremos uma vida bem tranquila e relativamente fácil. A cidade é muito bem estruturada (tem tudo pertinho da gente: supermercado, farmácia, lanchonete, restaurante, loja de móveis, imobiliária), e ainda assim é muito calma. Não tem muito barulho, nem confusão.

Até agora todas as pessoas com quem conversamos foram extremamente gentis, muito mesmo. Estou até um pouco lisongeado. Porém, como a Dani disse no twitter dela, parece que existe uma certa tensão social aqui.

Vou tentar entender melhor e volto com uma teoria aleatória em algum post.

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